O que eu aprendi viajando quase 3 meses pela Europa

Opa, tudo bem? Passando aqui pra tirar um pouco de poeira.

Como diz o título, hoje eu gostaria de compartilhar com você o que eu aprendi viajando por quase 3 meses pela Europa com a minha família.

Embarcamos dia 10 de Fevereiro de 2019 e retornamos dia 3 de Maio, cheios de saudades dos amigos, da família, mas também muito realizados pela experiência vivida por lá.

Se você tem curiosidade sobre conhecer o velho continente, pegue um cafezinho e chega mais.

Antes de começar, um pouco sobre nosso modo de viagem

A nossa viagem não foi daquelas tradicionais. Queríamos fazer uma viagem mais lenta, ficando nas cidades por mais tempo, reduzindo assim o número de deslocamentos e por consequência os gastos excessivos.

Em uma viagem de férias, os maiores gastos estão em hospedagem, deslocamento e passeios turísticos.

Não nos preocupávamos com os pontos turísticos principais de cada cidade, queríamos tentar viver como os locais, descobrir onde comiam, como se locomoviam e o que faziam para se divertir.

Em 95% por cento da viagem ficamos hospedados em apartamentos alugados por uma plataforma online que eu explicarei depois.

Nos deslocamos entre cidades de ônibus e avião, mas usamos também muito trem, metrô e até mesmo ferry (ou barcas pra quem é do Rio).

E o mais importante: viajamos leve, carregando pouca coisa.

Como a Europa é linda

Começamos nossa aventura por Roma, fazendo uma rápida conexão no aeroporto de Amsterdã.

Fizemos a alfândega em Amsterdã sem perceber, e do nada, estávamos oficialmente na Europa, vivendo nosso sonho.

Falando de Roma, parece como uma cidade cenográfica da Globo. Tudo é perfeito e por isso impactante. Além disso, tem toda aquela carga histórica, que você fica completamente embasbacado.

Ficamos apenas 5 dias em Roma e sentimos medo de que não nos entusiasmaríamos mais com as outras cidades pois Roma é muito linda rsrs.

Mas que nada, cada lugar tem sua beleza peculiar, seus costumes, seu jeito de ser.

Eu me apaixonei por cada uma das cidades que passamos.

A vida real é diferente do noticiário

Eu tenho ainda a mania de acompanhar notícias, principalmente via canais de Youtube de brasileiros que vivem na Europa.

Esse mal hábito faz com que muitas vezes eu tenha uma visão enviesada e deturpada da realidade. Ao menos da minha realidade.

Cada realidade é singular e você só a vive realmente ao se permitir. Você tem total capacidade de destruir a sua experiência ao se permitir viver pela ótica de terceiros.

E para tentar viver uma experiência única, eu decidi me desconectar das notícias para viver um dos momentos mais plenos da minha vida.

Não teve Brexit, “invasão islâmica na Europa”, “coletes amarelos”, nada que pudesse abalar nossa experiência por lá.

Nem as manifestações mais fortes em Paris tiraram nosso humor.

Aliás, no dia Primeiro de Maio foi o recorde de bombas de gás lacrimogênio lançadas pela polícia parisiense contra os manifestantes.

Advinha como eu descobri isso? Amigos do Brasil me avisaram por WhatsApp, pois a notícia passou na TV.

Precisamos de muito menos do que pensamos

Viajamos cada um com uma mochila e uma mala pequena, daquelas que é possível levar na cabine do avião.

Carregamos cada um mais ou menos 15kg distribuídos entre esses dois ítens.

Muitas pessoas nos questionaram sobre como ser possível viver tanto tempo com tão pouca coisa e a resposta é bem simples: lavando roupa toda semana hehe.

Semanalmente procurávamos uma lavanderia daquelas self-service para lavar roupa suja.

Se estávamos por mais tempo em uma cidade, virávamos clientes assíduos de um determinado estabelecimento.

Praticar essa atividade em algumas cidades como Porto e Lisboa foi bem fácil, pois os europeus costumam utilizar o serviço e as lavanderias estão em todo lugar. Em outras cidades menores tivemos dificuldades de encontrar.

Então a depender da cidade, vale avaliar se o local em que se hospeda tem os equipamentos necessários para lavar a sua roupa em casa #fikdik.

O desafio de aproveitar a viagem x trabalhar

Por conta do fuso horário, nós aproveitávamos toda a manhã e início da tarde passeando e explorando as cidades. Nesse período do dia o Brasil ainda estava dormindo, então o fuso horário virou uma vantagem.

E ao final dos passeios, íamos para nossos apartamentos alugados via AirBnb (clica no link para se inscrever gratuitamene e receber até R$ 179 em créditos na sua próxima viagem).

Essa era nossa rotina diária porém devo confessar que a vontade era de seguir explorando as cidades, o dia inteiro.

Eu amo meu negócio, meu trabalho, mas descobri nessa viagem que amo explorar novos lugares, desde observar arquitetura a experimentar novos sabores. É revigorante.

E então, conciliar essa explosão de novidades com as tarefas diárias do trabalho se tornou desafiador pra mim.

Precisei determinar metas diárias e semanais bem claras para não atrasar meus compromissos.

Reduzi minha carga horária para 4 horas de trabalho diários no máximo. Foquei em produtividade.

Foi um dos períodos mais focados e produtivos da minha vida pois aprendi a priorizar e fazer o necessário para cumprir minhas metas.

Se o plano não funcionar, é preciso adaptar

Algumas coisas saíram do planejado e talvez essa seja a melhor parte desse artigo. Vou comentar cada episódio traumatizante que nos ensinou muito.

Em Roma, meu enteado ficou doente e deixamos de realizar alguns passeios agendados. Tivemos que solicitar 2 vezes atendimento médico do seguro.

No entanto, contratamos o seguro para apenas 8 dias. O período de ida e volta do nosso primeiro bilhete de avião era de 8 dias, ficamos com medo de comprar um período maior de seguro e sofrer alguma retaliação na imigração.

Bom depois desse incidente, concluímos que definitivamente precisaríamos de um seguro por mais tempo, porém para a nossa surpresa, contratar um seguro de saúde já estando na Europa é muito mais caro que estando no Brasil.

Nunca faça isso em casa amiguinhos.

Bom, por conta da saúde frágil do meu enteado, cortamos Madrid o início da viagem e fomos direto ao Porto. Lá, teríamos uma estadia gratuita em um apartamento por 10 dias, um oferecimento de um amigo meu.

Porém, quando chegamos lá, descobrimos que o apartamento foi vendido e que não poderíamos ficar nele. Ou seja, estávamos sem hospedagem.

Demos um jeito e ficamos em uma pensão nos dias iniciais até eu poder reservar um AirBnB, mas esse episódio me ensinou algo muito importante: nunca conte com o ovo na cloaca da galinha.

Tiveram também algumas ocasiões em que a reserva da hospedagem ficou para o último dia, mas depois de termos passados por alguns perrengues no início da viagem, passamos a saber controlar melhor nossas ansiedades.

Em resumo, eu posso dizer que os pontos que devemos ter mais atenção é com a hospedagem e com o seguro de saúde. Se você tiver gerenciando isso de forma pró-ativa, sua viagem transcorrerá muito bem.

Próximos passos

Bom, a verdade é que seria muito maravilhoso poder viver como nômades digitais, mas infelizmente ainda não é uma realidade pra gente, por uma série de motivos.

De todo modo vimos que é um estilo de vida viável e queremos novas experiências desse tipo.

Por conta do tempo que as nossas futuras viagens terão, eu passarei a chamá-las de “Incursões Nômades”.

Pretendemos viajar em breve novamente, de forma lenta, buscando respeitas nossos bolsos, mas nos proporcionar viver como locais.

E como estamos no Brasil, tudo indica que a próxima parada será na América do Sul. Eu já estou ansioso por isso.

E você? O que achou desse modo de viagem? Comenta aí e compartilhe esse link com seus amigos que pretendem viajar em breve.

Um abraço.

Até logo, Córdoba querida!

Publicado por Felipe Pavão

Empresário brasileiro dedicado a ajudar pessoas e empresas a vender mais pela Internet. Faço isso hospedando sites WordPress na melhor hospedagem WordPress do Brasil, a Xdevs. Também sou um vascaíno, futuro mestre-cervejeiro, marido da Rê e baixista de uma banda cover de Pearl Jam nas horas vagas.

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